Abstract & Overview
Historicamente, a Psicologia, em sua prática, tende a ser convocada a responder demandas de ensino e aprendizagem seja do estudante com deficiência ou sem. Ademais, nota-se que poucas ou, até mesmo, nenhuma disciplina nos cursos de Psicologia no Brasil relacionados à inclusão escolar e, nem mesmo, disciplinas voltadas ao maior conhecimento e compreensão da Educação Especial e Inclusiva. Diante do exposto, encontramo-nos diante de uma divergência: estariam as(os) psicólogas (os) formadas (os) para estar nas escolas atendendo as demandas da Educação Especial e Inclusiva? Afinal, o que tem feito as (os) psicólogas (os) nas escolas? Qual é a relação entre a psicologia e a inclusão? Nesse sentido, como objetivo geral da presente pesquisa, buscamos investigar a formação dos profissionais de psicologia no que concerne a psicologia escolar com ênfase na Educação Especial e Inclusiva. Para isso, utilizamos como referencial teórico os autores Vigotski e Paulo Freire, que compartilham de uma mesma base epistemológica, o marxismo, para pensarmos a vinculação entre a psicologia e a pedagogia. Destarte, valemo-nos de uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório, a partir de uma revisão narrativa na plataforma Google Scholar, onde encontramos quatro trabalhos que contribuíram para pensar sobre a temática abordada. Como resultados dessa investigação compreendemos que as psicólogas (os) não têm uma formação voltada para inclusão e há pouco contato a respeito da Educação Especial e Inclusiva, apesar de ser sempre convocadas (os) a responder demandas desta área.